Andando entre transistores.

Olá humano!

Hoje começo escrever um post que deve iniciar uma serie onde iremos ‘passear’ pelos circuitos integrados, seus (menores) detalhes, processos de fabricação e curiosidades.

Para mim, isso tudo começou quando descobri como eram fabricados estes componentes que tanto usamos, e que literalmente, são pequenas ‘caixas pretas’, onde dentro do involucro (normalmente uma resina epóxi) existe um grande circuito eletrônico condensado numa pequena área, e que temos acesso somente aos seus terminais (Figura 01). Toda a magica o funcionamento acontece em um ponto o qual não vemos, pelo menos até agora.

Circuito Integrado
Figura 01: A ‘alma’ do circuito integrado. [Photo by: Yellowcloud via StockPholio.com]
Uma vez que aprendi como eram construídos os circuitos integrados, fiquei com vontade de segurar uma wafer (ou wafer die, silicon die, etc) onde os mesmos são fabricados (figura 02). E só fiquei mais tranquilo depois de adquirir uma, comprada de uma pessoa na Grécia, negociei pela internet e pronto, dez dias depois (e US$40,00 a menos) eis que recebo a belezura em casa (para constar isso foi a, mais ou menos, uns 4 anos…).

Figura 02: Wafer de 5"
Figura 02: Wafer de 5″

Como vocês podem ver, ela é muito linda, e pessoalmente é mais ainda. 🙂

A parte de trás (figura 03) é um substrato puro, é difícil descobrir com certeza qual o substrato, mas eu diria com um bom grau de certeza que é silício muito puro. E a espessura dela é bem próxima da espessura de um CD (figura 04)

Figura 03: Parte de trás da wafer
Figura 03: Parte de trás da wafer
Detalhe da espessura
Figura 04: Detalhe da espessura

Depois de muito tempo com esta Wafer, consegui acesso a um microscópio muito bom (figuras 05, 06 e 07), e decidi fotografar com detalhes microscópicos os circuitos integrados impressos nela.

Figura 05: Microscópio utilizado
Figura 05: Microscópio utilizado
Detalhe da wafer no microscópio
Figura 06: Detalhe da wafer no microscópio
Microscópio utilizado
Figura 07: Microscópio utilizado

Para dar um contexto melhor, na época da compra, o vendedor me informou que a empresa que a fabricou foi a falência, e alguns itens (como este) foram jogados fora, e algumas coisas os funcionários levaram para casa, e dessa forma esta especialmente, veio parar em terras tupiniquins. Como mostrarei no próximo post, a data impressa no silício é de 1992. Então esta é uma tecnologia de no mínimo 20 anos atrás.

A seguir coloquei mais algumas fotos tiradas com uma câmera convencional (até a situação melhorar, todas as fotos do blog são tiradas com meu celular…)

Bom, por enquanto é isso, e no próximo post colocarei as fotos obtidas no microscópio, para quem se interessar mais.

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