Salão de beleza II – Wattimetro Hioki 3333

Olá humano!

Antes de prosseguir com o ‘embelezamento’ dos equipamentos da bancada, eu adquiri um equipamento novo, e como chegou na ultima semana, antes de ir para um local definitivo na bancada, resolvi já limpar seu case que veio levemente sujo. Nada demais, marcas de uso em bancada (parece ser de empresa, linha de montagem), mas com marcas de sujeira de manuseio e poeira, além de um adesivo identificado, no painel. Resolvi fotografar o processo de limpeza, já que fiz isso, resolvi colocar aqui essas fotos.

Hioki 3333
Hioki 3333

Aproveitei o equipamento aberto e fotografei alguns detalhes do interior do mesmo. Vejamos mais para a frente.

O equipamento veio de Manaus, por PAC. Infelizmente devido alguns detalhes da compra, e do sistema do Mercado Livre (Mercado Pago), na hora de anunciar o vendedor fez algumas opções que levaram o sistema a gerar uma etiqueta de PAC, mesmo nós (o vendedor e eu) combinando via SEDEX e eu tendo pago a diferença do valor. Mas só estou comentando isso pois fica aqui minha dica: Não opte, nunca, por método PAC, exceto se você não quiser garantias… De qualquer modo, depois de um pequeno susto, uma mensagem estranha no sistema de rastreamento e funcionários dos Correios informando que o objeto poderia ter sido roubado, com bastante tempo o equipamento chegou em casa. E assim pude começar a ‘brincar’ nele.

Figura 01: Recem chegado
Figura 01: Recém chegado
Figura 02: Detalhes chegada
Figura 02: Detalhes chegada
Figura 03: Detalhes chegada
Figura 03: Detalhes chegada

 

 

 

 

 

 

Um adesivo na parte superior frontal, um adesivo de calibração na lateral direita, e escritos na parte superior no fundo. Nada extremo, nem muito difícil de lidar.

O equipamento é bem simples de desmontar, três parafusos em cada lateral. Uma vez retirados a capa metálica sai com bastante facilidade. Dessa forma temos acesso a toda a parte interior que é basicamente composta de três placas de circuito, a fonte, a placa principal e o painel.

Figura 04: Equipamento aberto
Figura 04: Equipamento aberto

A qualidade de construção é muito boa, chega a ser bonito de se ver! (e devo dizer, assim que vi escrito made in Japan, na parte posterior, não esperava algo diferente do que vi)

Contrariando o fato de estar todo ‘sujo’ por fora, a parte interior do equipamento estava bastante limpa, o que fez que eu somente usasse um jato de ar para limpeza, bem suave. Vou colocar algumas fotos do interior:

Figura 05: Placa principal, repare na quantidade de isoladores opticos
Figura 05: Placa principal, repare na quantidade de isoladores ópticos

Veja na, figura 05, que claramente podemos ver a entrada nos conectores com cabos vermelhos e azuis a esquerda, e uma parte do circuito ilhada, no centro da figura, que se conecta através de vários ICs (quatro na parte superior, e cinco na direita) que certamente são opto acopladores, ou isoladores ópticos.

Figura 06: FPGA que comanda o equipamento
Figura 06: FPGA que comanda o equipamento
Figura 07: Fonte, em placa separada
Figura 07: Fonte, em placa separada
Figura 08: Filtro de entrada, Made in Japan
Figura 08: Filtro de entrada, Made in Japan
Figura 09: Detalhe da placa, conexão GPIB
Figura 09: Detalhe da placa, conexão GPIB

Na figura 09, podemos verificar ilhas, trilhas e alguma simbologia de componentes não instalados, que, a localização sugere ser da opção com comunicação GPIB. (Quem sabe uma engenharia reversa num post futuro?)

Prossegui retirando o painel frontal, para limpá-lo:

Figura 10: Remoção do painel frontal
Figura 10: Remoção do painel frontal

Esse painel é segurado por quatro encaixes metálicos nas duas laterais, muito parecido com o processo dos equipamentos da Agilent, mas sem nenhum parafuso. Forçando gentilmente é possível retirá-lo sem maiores esforços.

Figura 11: Placa do display
Figura 11: Placa do display

Repare no cabo flat que conecta o display a placa principal. Ele pode ser removido do conector na borda da placa principal, aliviando a trava do conector (gentilmente).

Acabei me esquecendo de tirar fotos do painel frontal desmontado antes e depois da limpeza. Mas posso dizer como procedi. Após retirar os parafusos e a placa de circuito, eu limpei todas as bordas com Veja Multiuso (jabá, hehe) usando uma estopa nova, e depois lavei com água e sabão, usando uma escova de dentes (não usar para escovar os dentes depois disto!) e deixei secar por um dia (para garantir que não existe mais água) antes de montar.

Enquanto isso, limpei a parte metálica com veja, e onde estava escrito com caneta permanente usei um pouquinho de álcool (use com moderação, pois ele pode manchar, desbotar, estragar, enfim…) e estopas. De forma que toda a sujeira e o escrito saíram, e ficou parecendo uma peça nova.

Depois de limpar estas partes, remontei tudo novamente:

Figura 12: Preparação para montagem
Figura 12: Preparação para montagem
Figura 13: inicio da montagem
Figura 13: Inicio da montagem
Figura 14: Sequencia
Figura 14: Sequencia

 

Com tudo encaixado, fixei a parte metálica novamente:

Figura 15: Montado novamente
Figura 15: Montado novamente

Mais um equipamento que nenhum parafuso sobrou, graças a Deus. Hehe

Para verificar melhor a diferença, mais algumas fotos de perto:

Figura 16: Lateral
Figura 16: Lateral
Figura 17: Mais de perto
Figura 17: Mais de perto
Figura 18: Limpinho
Figura 18: Limpinho

 

 

 

 

 

 

Quase não dá pra dizer que haviam escritos e adesivos nele. Mantive o adesivo de calibração, pois achei interessante.

Mais um equipamento para coleção, todo limpo e feliz :). Após tudo isso, ele continua funcionando, o que é o mais importante.

Um detalhe, já vi esse tipo de porca em varias ocasiões, em equipamentos de teste e medição, mas sempre acho interessante. As vezes tento explicar como é, mas como uma imagem vale mais que mil palavras, deixo logo duas:

Figura 19: Detalhe da porca
Figura 19: Detalhe da porca
Figura 20: Detalhe da porca
Figura 20: Detalhe da porca, outro lado

 

 

 

 

 

 

 

Bom, por hoje é só.

Até a próxima.

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